Friday, March 23, 2007

Dá medo do medo que dá.

Ela, agora só queria era morrer.
Por ela ficaria parada, imóvel, para um sempre.
Um sempre, vários Sempres cansariam.
Um Sempre de meia hora, meio dia, um dia.
Queria que o mundo a engolisse. Desligava o celular.
Não, não desligava, só não atendia: pro mundo achar que ela estava dormindo.
Acreditava que assim estava fugindo.
"-Você me confunde.
-Confundo ou esclareço?"
Rodando a cabeça.
Rodando, se balançando naquele ritmo de sempre.
Aprendi com ela, vivi com ela, ela, ela, ela...
Entrava dentro de uma bolha de pensamentos soltos, coisas desconexas.
Queria era se esconder.
Birgando, pessoas brigando, e ela? Ela sempre neutra, sempre sem posição.
Sempre em cima do muro, do muro que caiu, caiu porque?
Por ela sempre estar em cima, um dia ela deveria se decidir.
E não decidiu, queria era se esconder.
Queria era que o mundo a engolisse.
Talvez engolisse pelo esquecimento, existe castigo pior que a indiferença?
Estava decidido, viraria uma invisível, uma qualquer, morreria para o mundo.
Morreria para dentro.
É o amor que me empata a vida, repetia, e repetia para seus miolos.
Doentia, forma de vida doentia.
Ciclos e tristezas.
Por que sinto tanto a falta dela?
Por que ela sempre está ali, ali ou ali naquele canto?
'Às vezes é pra sempre, meu bom amigo.'
Ela só queira era morrer pra dentro.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

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6:54 PM  

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