O lixo no chão de um milhão de anos atrás.
O copo ali, com a borda ainda com álcool e todo o resto pelo carpete.
Cigarros e retratos do último grande amor decadente de meia hora, 15 minutos e 100 milhões de dores.
Acreditar em amor, isso é coisa de antes, do ontem.
Apaixonar, amar, verbos que não dizem nada. Banal.
Queria ela que todos fossem como antes.
Pegar na mão, pedir em namoro, amar, amar até morrer, enviar flores, pintar a rua, fazer outdoor.
Já sentira assim, com vontade de rir e rir até cair chorando, a felicidade sem fim.
E as coisas que fez: todas em vão, todas banais e agora já ridicularizadas.
O coração estancou, ali como o copo ainda sujo, estancou pra sempre.
Estancou como ela, que já estava há 1 ano, 2 meses e 15 dias ali, ainda parada, ainda fazendo a cara de feliz e indiferente, por dentro, quebrada, sem nada, como um furo com restos de sangue, alguma coisa lembrava que existia uma coisa ali, alguma coisa viva, ela ainda está parada, na mesma posição, a boca meio aberta, o cabelo solto e sem penteado, a roupa perfeitamente alinhada, e aquele sorriso, aquele sorriso que ela fazia quando mentia estar indiferente e por dentro estava morrendo, querendo correr até não conseguir mais, querendo fujir, fujir pra rua mais escura e ficar lá, pra sempre, morrer lá, ficar indiferente pro resto de toda uma vida.
E foi o que fez, agora fujia do amor como quem foje de um monstro tenebroso, sem coração não se sente dor, ela ainda tinha a mesma cara de quem não está ligando, mas por dentro, bem dentro, alguma cosia ainda se mechia, alguma coisa ainda batia, um fio de vida, e ela sentava e chorava, chorava, sozinha, e mentia, mentia pro resto do mundo que não sentia nada, mas chorava, chorava, até doer, até cansar, até dormir...
Continua.
O copo ali, com a borda ainda com álcool e todo o resto pelo carpete.
Cigarros e retratos do último grande amor decadente de meia hora, 15 minutos e 100 milhões de dores.
Acreditar em amor, isso é coisa de antes, do ontem.
Apaixonar, amar, verbos que não dizem nada. Banal.
Queria ela que todos fossem como antes.
Pegar na mão, pedir em namoro, amar, amar até morrer, enviar flores, pintar a rua, fazer outdoor.
Já sentira assim, com vontade de rir e rir até cair chorando, a felicidade sem fim.
E as coisas que fez: todas em vão, todas banais e agora já ridicularizadas.
O coração estancou, ali como o copo ainda sujo, estancou pra sempre.
Estancou como ela, que já estava há 1 ano, 2 meses e 15 dias ali, ainda parada, ainda fazendo a cara de feliz e indiferente, por dentro, quebrada, sem nada, como um furo com restos de sangue, alguma coisa lembrava que existia uma coisa ali, alguma coisa viva, ela ainda está parada, na mesma posição, a boca meio aberta, o cabelo solto e sem penteado, a roupa perfeitamente alinhada, e aquele sorriso, aquele sorriso que ela fazia quando mentia estar indiferente e por dentro estava morrendo, querendo correr até não conseguir mais, querendo fujir, fujir pra rua mais escura e ficar lá, pra sempre, morrer lá, ficar indiferente pro resto de toda uma vida.
E foi o que fez, agora fujia do amor como quem foje de um monstro tenebroso, sem coração não se sente dor, ela ainda tinha a mesma cara de quem não está ligando, mas por dentro, bem dentro, alguma cosia ainda se mechia, alguma coisa ainda batia, um fio de vida, e ela sentava e chorava, chorava, sozinha, e mentia, mentia pro resto do mundo que não sentia nada, mas chorava, chorava, até doer, até cansar, até dormir...
Continua.
